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Genericamente, pode dizer-se que os Engenheiros Informáticos planeiam, concebem e desenvolvem Sistemas Informáticos e gerem o suporte prestado à organização por esses sistemas e pelas infra-estruturas tecnológicas em que eles assentam. No entanto, quer eles trabalhem em empresas utilizadoras, quer em empresas de consultoria e serviços que prestam serviços a empresas utilizadoras, quando se olha da perspectivas destas últimas o que elas valorizam e pagam não são “aplicações” ou “infra-estruturas”, mas sim os resultados que esperam obter com elas – quaisquer que estes sejam: lucro, eficácia, aumento da produtividade, melhoria da qualidade, etc.
Em suma, essas organizações pretendem mudar de um modo de funcionamento anterior que considerem ter problemas ou limitações, para um modo de funcionamento que ultrapasse esses problemas e/ou realize novas oportunidades. Quer se trate de transformar os processos organizativos da empresa (reengenharia de processos), quer se trate de outras situações, estamos sempre perante projectos ou processos que não são apenas tecnológicos, mas sim sócio-técnicos e em que a componente de mudança organizacional é relevante e tem de ser gerida ou cultivada. Muitas vezes, os projectos informáticos falham porque os Engenheiros Informáticos os equacionam essencialmente na vertente técnica e não foram preparados para a dificuldade da mudança organizacional, que é a finalidade última que o cliente pretende.
Por outro lado, no contexto actual de competitividade e globalização, as empresas têm de aprender mais depressa que os seus concorrentes, para inovarem e se manterem competitivas, o que implica uma boa gestão conhecimento e do capital intelectual, o uso correcto de mecanismos de trabalho cooperativo, etc.
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